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CARTA ABERTA DA ENFERMAGEM BRASILEIRA À POPULAÇÃO BRASILEIRA

O ato do dia primeiro de maio, protagonizado pela Enfermagem do Distrito Federal, demonstrou a necessidade dos profissionais da saúde levantarem-se em combate à política genocida do atual presidente Jair Bolsonaro. Isso porque a defesa da vida da população brasileira é incompatível com as afirmações e condutas do poder executivo nacional. É preciso que o […]

O ato do dia primeiro de maio, protagonizado pela Enfermagem do Distrito Federal, demonstrou a necessidade dos profissionais da saúde levantarem-se em combate à política genocida do atual presidente Jair Bolsonaro. Isso porque a defesa da vida da população brasileira é incompatível com as afirmações e condutas do poder executivo nacional.
É preciso que o Brasil saiba que o ato inicialmente pensado para homenagear as vítimas da COVID-19, exigir que os EPI’s cheguem às unidades de saúde em quantidade e qualidade necessárias e alertar sobre importância do isolamento social foi violentado por apoiadores do presidente que não admitem qualquer posicionamento crítico contrário ao governo e negam que o coronavírus proporcione uma situação de saúde pública grave, com um aumento cada vez maior de mortes de milhares de pessoas no Brasil. Felizmente, a força e a coragem das enfermeiras do DF não foi apagada pela truculência e negacionismo que têm crescido em nosso país e até o momento isso tem acontecido com a ausência de ações institucionais para interrompê-la.
Enquanto isso, o vírus fez mais de 7 mil mortos e o Brasil assume o 7º lugar em óbitos mundiais, Bolsonaro segue na sua política apoiando as carreatas da morte e os atos antidemocráticos que aglomeram pessoas e vão na contramão das orientações da OMS de combate à COVID-19.
A Enfermagem é a linha de frente no atendimento às vítimas do coronavírus abrangendo cerca de 60% dos trabalhadores do SUS – mesmo sem EPI’s ou recursos materiais e com sobrecarga de trabalho e baixos salários – ela é quem continua a atender os doentes dessa pandemia, salvando vidas e sendo vítima da infecção. Até o presente momento, são mais de 50 técnicos e enfermeiros mortos vítimas da COVID-19. Nós queremos todos os nomes das vítimas numa plataforma pública, pois queremos honrar a memória de nossos mortos!
É de extrema importância que as entidades representativas da Enfermagem, regionais e nacionais, entendam a necessidade de lutar contra o projeto negacionista, eugenista, higienista e anti científico protagonizado por Bolsonaro, que tem levado a uma aceleração de mortes pela COVID-19.

Diante disso, consideramos fundamental organizar no dia 12 de maio (Dia Internacional da Enfermagem) potentes atos políticos, respeitando o distanciamento social e mostrando a importância da Enfermagem no combate à pandemia. Convidamos todos os profissionais de enfermagem e da saúde a realizarem atos simbólicos em seus postos de trabalho neste nosso dia. Compartilhe! #LuteComoUmaEnfermeira

Nossas principais bandeiras de luta são:

1 – Defesa do isolamento/distanciamento social e contra a política negacionista, eugenista, higienista e anti ciência de Bolsonaro;
2 – Defesa do SUS público, estatal, equânime, gratuito, de qualidade devidamente financiado;
3 – Pelo direito do trabalho seguro com dimensionamento de pessoal e EPI’s em quantidade e qualidade adequados;
4 – Defesa do direito ao piso salarial, 30hs semanais e aposentadoria especial para todos os profissionais de saúde;
5 – Revogação imediata da EC 95, da Lei de Responsabilidade Fiscal e a Desvinculação de Receitas da União e dos Estados que limitam os gastos com todas as políticas sociais, particularmente para a saúde;
6 – Apoio aos projetos que concedem pensão especial a familiares de profissional de saúde mortos pelo COVID-19
7 – Garantia do auxílio emergencial e benefício social extraordinário a todos trabalhadores informais e precários afetados pela crise e/ou desempregados.

* Texto produzido por enfermeiras/os egressas/os do Movimento Estudantil de Enfermagem – inseridas/os em variados espaços de atuação política e profissional.

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