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Último dia do I CONSEESP trata de ações para informar o Enfermeiro

Nesta quarta-feira (11) aconteceu o terceiro e último dia do I Congresso do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (CONSEESP), promovido pelo SEESP e realizado na Universidade Anhanguera. Duas palestras e duas mesas redondas foram feitas com o intuito de informar os profissionais e estudantes de enfermagem sobre seus direitos e deveres. A […]

Nesta quarta-feira (11) aconteceu o terceiro e último dia do I Congresso do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (CONSEESP), promovido pelo SEESP e realizado na Universidade Anhanguera. Duas palestras e duas mesas redondas foram feitas com o intuito de informar os profissionais e estudantes de enfermagem sobre seus direitos e deveres.

A palestra que abriu o último dia teve como tema “Escravidão moderna: analogia da realidade da atividade laboral do Enfermeiro”, ministrada pela Professora Patrícia Gorisch, que apresentou dados e situações em que o enfermeiro faz dupla ou tripla jornada. “O enfermeiro já tem a responsabilidade de ser a linha de frente na saúde e ainda é obrigado e a desempenhar outras funções que não tem ligação alguma com seu trabalho”, afirmou Patrícia, que também citou a liminar do Conselho Federal de Medicina (CFM), que limitou as funções do profissional de enfermagem. “Isso é um erro dos mais graves limitar o trabalho do enfermeiro”, afirmou.

Logo após foi apresentado um panorama do que vai acontecer após a Reforma Trabalhista, com a palestra “Os reflexos da Lei da Terceirização no cotidiano laboral dos profissionais de saúde”, apresentado por Denise Motta Dau, membro da Internacional de Serviços Públicos (ISP).

Debates

No período da tarde, o auditório da Universidade Anhanguera foi palco de Mesas redondas que debateram sobre o cotidiano do enfermeiro. A primeira, tendo como moderador o diretor do SEESP, Juvenal Canas Prado, e os debatedores a também diretora Elaine Leoni, o advogado Dr. Antonio Fischer e o advogado e conselheiro do Coren-SP, Dr. Sílvio Menezes da Silva, abordou o Abandono de Plantão – Mito e realidade. “Conheço enfermeiros que fazem até 18 horas direto, sem descanso, mas em nenhum momento abandona seu plantão. Fica fatigado, não consegue exercer suas funções corretamente, mas segue firme, porque se preocupa com o paciente”, disse a diretora Elaine.

Para finalizar, a mesa redonda com o tema “Responsabilidade técnica de enfermagem: Uso do diagnóstico Situacional”, com o diretor Juvenal Tadeu e o Enfermeiro Igor Aparecido de Lima, buscou apresentar essa análise como uma ferramenta possível para planejamento estratégico para as tomadas de decisões das ações em saúde.

“Acredito que esses três dias de CONSEESP trouxe ao enfermeiro informações pertinentes para serem usadas no dia a dia”, disse a presidente do SEESP, Solange Caetano, ao final do evento. “Precisamos de congressos como este para que os enfermeiros tenham noção dos seus direitos, por isso os orientamos, principalmente agora com essa liminar do CFM, que limita o trabalho do profissional. Não há um momento tão urgente como este para unirmos forças.”

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