A importância da gestão municipal no SUS

Após a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), há quase 25 anos, a gestão da saúde em âmbito municipal passou a ter considerável relevância, uma vez que as secretarias municipais identificam com mais qualidade quais são as demandas da sua população e, com isso, conseguem garantir maior apoio dos governos estadual e federal.
Por outro lado, nos deparamos com equipes, em sua maioria, não especializadas em saúde. Coordenações são nomeadas com base em critérios políticos sem a visão de que isso pode ser uma limitação nas tratativas de uma área que exige expressiva atenção.
Não é atual a discussão em Conferências Nacionais de Saúde sob a necessidade de que os gestores do SUS sejam profissionais engajados e com carreira estabelecida na saúde. Tais cargos não podem ser utilizados como moeda de troca em negociações políticas. Apropriar-se da complexidade do sistema brasileiro de saúde exige conhecimento que, uma vez já inerente ao gestor, só otimizará tempo e permitirá maneiras mais adequadas de implementar projetos de melhorias ao setor. Além de garantir continuidade em gestões futuras.
Há de pensar no coletivo. “A imposição capitalista com interesses divididos entre os setores públicos e privados não pode ser superior ao compromisso ético na defesa de um SUS com qualidade e igualdade”, declara Elaine Leoni, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP). O direito a saúde é constitucional e os conselhos municipais têm por obrigação garantir sua aplicação.
O SEESP anseia que os prefeitos recém-eleitos priorizem a saúde em suas gestões e considerem a importância da carreira no SUS. O sistema tem os enfermeiros como base e os profissionais esperam um verdadeiro reconhecimento e valorização.

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