A PANDEMIA, O QUE FICOU PARA TRÁS E O QUE PRECISAMOS FAZER NO FUTURO

 A PANDEMIA, O QUE FICOU PARA TRÁS E O QUE PRECISAMOS FAZER NO FUTURO

Editorial

Chegamos a 2021. Deixamos para trás um ano que parecia nunca acabar tamanha as dificuldades e o sofrimento de boa parte do povo brasileiro e, particularmente, dos profissionais da enfermagem na linha de frente no enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Estamos vivos, sobrevivemos, embora quase 200 mil brasileiros não tenham tido a mesma sorte. Lamentamos profundamente as milhares de famílias que choram seus mortos. A irresponsabilidade do governo federal é responsável por muitos que poderiam ter sido salvos.

Muitos enfermeiros deram suas vidas para salvar milhares. Encararam a pandemia de frente, às vezes sem equipamentos de segurança; enfrentaram plantões que nunca acabavam, isolaram-se para não levar a doença para suas famílias.

E ainda hoje enfrentam dificuldades. A falta de exemplo dos governantes fez boa parte da população acreditar que a pandemia acabou. As máscaras ficaram em casa, distanciamento social deixou de existir; cuidados sanitários nem todos conseguem ter por absoluta falta de condições. Para muitos, os feriados de final de ano foram de aglomerações que se refletirão em mais contaminação e mortes neste janeiro.

Os hospitais e UTIs já estão lotados, faltam profissionais para substituir os que adoeceram, seja pela Covid-19 ou como consequência de jornadas extenuantes.

Enquanto o mundo todo exibe filmes e fotos de pessoas sendo vacinadas, no Brasil a vacina tornou-se moeda de disputa política. O governo atrasou-se para apresentar um plano nacional de imunização e quando o fez, instado pelo Judiciário, apresentou um plano sem dados objetivos. O país, sequer, comprou seringas suficientes para vacinar a todos, mesmo que houvesse vacinas disponíveis.

O mesmo presidente que negou a epidemia, que incentivou as aglomerações, que não usa e desdenha de quem usa máscara, dificulta ao máximo o acesso dos brasileiros às vacinas. Provavelmente muitos ainda morrerão antes da doença ser controlada.

Quanto a nós, continuamos lutando em 2021. Em defesa dos enfermeiros, pela valorização do SUS público e de qualidade, pelo reconhecimento dos profissionais da enfermagem na prática, com melhores salários, jornadas mais adequadas e proteção para atuar no combate à pandemia e outras doenças.

Para ser valorizada, a enfermagem precisa ampliar sua representação política no Parlamento. Vamos encampar esse projeto em 2021 e construir um grande movimento em defesa da enfermagem. O futuro só será melhor com nossa unidade cada vez maior e com a redefinição dos nossos objetivos. Precisamos encontrar um caminho que garanta a nossa valorização. E para isso, contamos com cada um de vocês.

Diretoria do Seesp

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