Conselho Nacional de Saúde diz que entidades médicas devem ficar ao lado da sociedade

 
A presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza,
apesar de saber somente por nota na imprensa, lamentou muito a saída
das entidades médicas do CNS, por conta da posição de apoio às
primeiras medidas adotadas pelo Governo Federal com o programa Mais
médicos. “O Conselho de Saúde é o fórum legítimo para discutir o
assunto, e quando a categoria médica decide sair, mostra o
descompromisso com a saúde pública brasileira”, disse a presidenta do
CNS. Socorro Souza, está participando de uma reunião em uma aldeia
Xavante no estado do Mato Grosso, e disse que um dos principais
problemas das comunidades indígenas é também o clamor da sociedade
brasileira: a falta de médicos.
O plenário do CNS aprovou no mês de junho deste ano, uma MOÇÃO de
apoio a “contratação emergencial de médicos estrangeiros, observados
critérios de qualidade efetivados no Brasil e a participação do
Controle Social, para atuarem em regiões do Brasil com pessoas sem
acesso aos serviços médicos”. Na ocasião, o debate teve a presença das
entidades médicas que tem acento no Conselho Nacional de Saúde. As
entidades que compõem o CNS, afirmam que a principal saída para os
problemas da saúde pública brasileira é o financiamento adequado e
carreira para equipes multiprofissionais, além da melhoria da gestão.
Segundo ainda a presidenta do CNS, as entidades médicas se retiram do
debate no momento mais importante para se encontrar esses caminhos.
O Conselho Nacional de Saúde não é “aparelho” do Governo, como afirma
as entidades médicas. O CNS é um organismo de representatividade com
144 entidades, dentre estes, 12 entidades de trabalhadores da saúde,
além de gestores, usuários, e prestadores de serviços. Por isso é um
equívoco dos médicos decidirem unilateralmente sair do Conselho
Nacional.
A presidenta do CNS ainda não foi oficialmente informada sobre a
decisão das entidades. “Entendemos que a regulação da formação e
redistribuição dos profissionais médicos nas áreas mais necessitadas,
é um dever do Estado, não é um questão eleitoreira”. E conclui dizendo
que a expectativa do CNS é que o governo continue avançando, para
encontrar caminhos para a melhoria da saúde pública brasileira,
inclusive garantindo 10% da receita corrente bruta da União para a
Saúde Pública, priorizando carreira para os profissionais de saúde, em
especial da atenção básica.
Fonte: Conselho Nacional de Saúde

Imprensa

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