Dia Internacional dos Trabalhadores, muita luta e pouco a comemorar

 Dia Internacional dos Trabalhadores, muita luta e pouco a comemorar

Neste Dia Internacional dos Trabalhadores não há muito o que comemorar, mas muitas lutas a serem travadas para superar a crise profunda em que o país está com graves consequências, principalmente para os trabalhadores. O alto índice de desemprego, o achatamento salarial, a precarização das relações e o trabalho se fazem sentir em um grande número de categorias. O reflexo são muitas geladeiras vazias, aumento do número de sem tetos e, sem contar que a pandemia tem classe: o maior número de infectados e de mortos está entre os pobres, principalmente pretos, pardos e do gênero feminino.

Entre dezembro de 2020 e fevereiro deste ano, a taxa média de desemprego no Brasil foi de 14,4%, significando que 14,4 milhões de pessoas estão na fila por um trabalho, o maior contingente desde 2012, quando começou a série histórica dessa pesquisa do Pnad (Programa Nacional por Amostras de Domicílio) Contínua, do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Esatística). Esse resultado mostra uma alta de 2,9%, ou seja, mais de 400 mil pessoas desocupadas em relação ao trimestre anterior. 

Apenas a categoria de trabalhadores por conta própria apresentou crescimento de 3,1%. Vale lembrar que muitos que perderam o emprego formal migraram para o campo dos aplicativos e passaram a ser considerados trabalhadores por conta própria, o que significa trabalho precarizado, sem direitos e com remuneração mais baixa.

No que diz respeito à Enfermagem, as condições não são melhores. A categoria continua sem a necessária valorização, principalmente diante da pandemia. Há mais de um ano, trabalhando sem descanso, em longas jornadas, com salários muito baixos e condições precárias. “Agora, estamos num período de intensa mobilização pela aprovação da PL 2564, que cria o Piso Nacional da Categoria. Vamos aproveitar a visibilidade da Enfermagem neste momento em que a sociedade percebe de forma mais clara a importância do nosso trabalho, para garantir mais direitos”, afirma a presidente do Sindicato dos Enfermeiros de São Paulo, Elaine Leoni.

E nada melhor do que o Dia Internacional dos Trabalhadores para apoiar as lutas gerais da classe trabalhadora e que apoiem as lutas da Enfermagem.

Sindicato dos Enfermeiros

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