É preciso valorizar a Enfermagem diante do caos na saúde

 É preciso valorizar a Enfermagem diante do caos na saúde

Neste dia 7 de abril, lembramos o Dia a Mundial da Saúde e a necessidade de defender o SUS. Diante do caos instalado no Brasil, é ao SUS que recorrem os brasileiros, mesmo aqueles com planos de saúde privados cujos hospitais estão lotados e já não conseguem atender a muitos.

Chegamos naquela situação que ninguém queria, mas não foi por falta de aviso! Pessoas estão morrendo sem atendimento no estado mais rico do país, faltam medicamentos para pacientes de UTI, a vacina chega a conta-gotas e, também por isso, o vírus se reproduz com velocidade e amplia as novas variantes, mais fortes, mais contagiosas e mais letais. Isso coloca em risco até a eficácia das vacinas, desenvolvidas rapidamente em esforço inédito da comunidade científica e, portanto, sem ainda uma certeza de por quanto tempo será capaz os vacinados com anticorpos.

A falta de seriedade dos governos cobra um alto custo, a devastação de milhares de seres humanos! O governo federal negou a doença até onde pode, não cumpriu a sua obrigação de coordenar o esforço de estados e municípios no enfrentamento à doença; deixou vencer milhares de testes sem distribui-los aos estados; não comprou vacina quando podia. Ao contrário, faz coro com os grupos antivacinas.  Não se importa com a morte diária de quase 4 mil brasileiros.

Sem exemplo da autoridade maior do país, parte considerável da população não colabora com o uso de máscaras nem distanciamento social. Outra parte não tem acesso aos produtos dos protocolos sanitários.

Essas variáveis, combinadas, faz com que vivamos em estados de guerra. E essa guerra atinge em cheio os profissionais da Enfermagem e demais da área de saúde.

Os profissionais de saúde estão sobrecarregados e estressados. Várias unidades de saúde estão com número reduzido de pessoal. Temos recebido denúncias que há Enfermeiros trabalhando 24, 40 e até 72 horas sem folga. Unidades que tinham nove profissionais, hoje tem apenas quatro. O absenteísmo é grande, muitos estão afastados, contaminados ou esgotados pelo trabalho insano realizado nos últimos meses.

O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo tem feito tudo que está ao seu alcance para defender os direitos da categoria. Ingressamos no Ministério Público para apurar as irregularidades de todas as denúncias que recebemos, e elas são muitas. Desde falta de EPIs, desrespeito à jornada de trabalho, não pagamento de horas extras, falta de sala de descompressão e muitas outras.

Agora, vamos empreender uma jornada de lutas em defesa dos projetos da Enfermagem que tramitam no Congresso nacional, como as 30 horas semanais, o piso salarial nacional e a aposentadoria especial. Mas para que sejamos vitoriosos, é necessário o envolvimento de toda a categoria.

Precisamos que Enfermeiros e Enfermeiros sejam valorizadas/os na prática, com salários melhores e jornadas menos extenuantes. Além disso, estamos exigindo do governo do Estado e das prefeituras a contratação de mais profissionais de enfermagem nos hospitais púbicos.

Essas medidas são mínimas, vamos lutar por elas e para que sejam tomadas as atitudes necessárias a fim de vencer a pandemia. 

Estamos de olho! Continuamos lutando! Abrace seu sindicato e juntos venceremos!

Sindicato dos Enfermeiros

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