Enfermagem se une a categorias da Saúde e se mobilizam contra o Ato Médico

No dia 30 de abril, os enfermeiros estarão novamente em Brasília, dessa vez para contestar a aprovação do PL do “Ato Médico”, que atualmente tramita no Senado Federal.

O Projeto de Lei tem sido contrariado pelos profissionais da Saúde porque ele poderá acarretar um retrocesso para o setor, pois prejudica a autonomia das demais profissões da área. “Determinadas atividades desenvolvidas por enfermeiros, acupunturistas e outros profissionais podem ser proibidas caso seja aprovado, pois a proposta determina atividades que deverão ser exclusivas dos médicos”, explica Elaine Leoni, presidenta do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo.

O SEESP respeita a classe médica, mas enxerga que pode prejudicar a classe da enfermagem, assim como de outros setores da saúde. “Se for aprovado, este PL pode causar um retrocesso na área da saúde, pois limita as atividades já costumeiras e bem desempenhadas por profissionais que sempre as realizaram”, afirma Elaine.

O ato que acontecerá em Brasília unirá as categorias da Saúde para sensibilizar o Senado e a Presidência da República. Outras manifestações também ocorrerão em praticamente todos os estados, organizadas pelas entidades que compõe a campanha contra o Ato Médico.

Audiência Pública
Antes destas manifestações, acontece hoje (25 de abril), uma audiência pública requerida pelo Senador Roberto Requião (PMDB-PR) com o Dr. Aloysio Campos da Paz Júnior, Cirurgião-chefe da Rede Sarah, que se manifesta contra o Ato Médico. É importante que todas as profissões estejam presentes com identificação contrária ao Ato Médico.

O sindicato conta com a presença de todos os enfermeiros nestas manifestações. “A presença de cada um ajuda a fortalecer ainda mais a nossa categoria”, finaliza a presidenta do SEESP.

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