FNE repudia redução de período de isolamento para profissionais afastados pro COVID-19

 FNE repudia redução de período de isolamento para profissionais afastados pro COVID-19

A Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), em nota, repudia a decisão do Governo Federal de reduzir o período de isolamento das pessoas acometidas com COVID-19 e do afastamento laboral dos profissionais de saúde atingidos pela doença. Segundo a entidade, a medida governamental não resolve o impacto da ômicron e do H3N2 nos setores econômicos e nos estabelecimentos de saúde.
A nota lamentou ainda as mortes já ocorridas desde 11 de março de 2020 e ressaltou a luta da enfermagem no combate à COVID-19. “Mesmo sob péssimas condições laborais, desvalorização e descaso do Governo Federal, 2.595.488 enfermeiras (os), técnicas (os) e auxiliares de enfermagem lutaram diuturnamente no enfrentamento da doença que assolou o mundo. Se não fosse a Enfermagem Brasileira e os demais profissionais de saúde, o país teria muito mais que 621 mil vidas ceifadas”, acrescentou. Também é citado na nota o descaso do presidente quanto à vacinação de crianças brasileiras; fomento às aglomerações e ataques às agências nacionais de saúde, como foi o caso da ANVISA e seu negacionismo frente às variantes ômicron e delta no Brasil e a epidemia do H3N2.
Em nota cita-se: “A situação ainda foi agravada pelo recente desabastecimento de testes diagnósticos.
A solução encontrada pelo Ministério da Saúde para o combate ao caos na saúde foi retardar a vacinação de crianças e reduzir o período mínimo de isolamento para pacientes com COVID-19 de 10 dias para 05 dias”. Estudos mostram que o pico de transmissibilidade se dá entre o 3º e 6º dia de sintomas. A recomendação em diversos países é que se reforce os protocolos sanitários, mantenha o isolamento em período mínimo acima de 10 dias e que acelere o processo de vacinação. O MS alega que a redução do isolamento é possível se a população usar máscaras bem ajustadas. Entretanto não se pode ignorar que milhões de brasileiros, não tem sequer o que comer quanto mais condições para adquirir máscaras que atendam o padrão exigido.
Por fim, esclarece que 13% dos afastamentos por doença em 2020 eram de profissionais da enfermagem que hoje se encontram esgotados física e mentalmente.

Leia aqui a nota da FNE
FONTE: Ascom/FNE

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