PL preconceituoso será votado na Alesp

 PL preconceituoso será votado na Alesp

A Frente Parlamentar LGBTQIA+ realizou uma manifestação com projeções no centro de São Paulo contra o Projeto de Lei 504 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e deve ser votado nesta terça, 20/4. Este Projeto de Lei (PL) quer proibir a veiculação de publicidade com pessoas LGBTQIA+ ou famílias homoafetivas no estado de São Paulo. A autora do PL é a deputada estadual Marta Costa (PSD).

Se aprovado, os paulistas não terão mais acesso a campanhas como a do Dia dos Pais da Natura, em 2020, em que Thammy Miranda, primeiro vereador trans eleito na Capital aparece com o filho ou da marca de maquiagem Quem Disse Berenice?, com um casal de mulheres se beijando em 2019.

Nota de repúdio ao PL 504/2020

Além da manifestação, a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ publicou nota de repúdio ao PL 504/2020, registrando indignação com relação à apresentação de mais um projeto LGBTfóbico na Assembleia Legislativa de São Paulo. 

Nos últimos dois anos, alguns parlamentares têm apresentado projetos que tratam os LGBTQIA+ como seres abjetos e, desta vez, danosos às infâncias. “Essa prática institucional da ALESP precisa ser combatida não só por nossa comunidade, mas pela população em geral. A institucionalização da LGBTfobia por um órgão estadual fere nossos direitos humanos, nossas cidadanias e existências. Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Intersexuais e outras/os fazem parte da população do estado de São Paulo, recolhem impostos e deveriam ser protegidas/os pelos parlamentares e não objeto de projetos segregadores”, diz a nota.

O PL 504/2020 trata as pessoas LGBTQIA+ como um mal a ser escondido. “Desejam nos proibir de entrar na sala da “família brasileira”. O texto do projeto de lei nos atribui o lugar de “má influência” às crianças, que não estariam preparadas para lidar com “esse mal”, afirma a Frente Parlamentar.

E analisa que “pessoas com expressão sexual divergente da heterossexualidade e aquelas e aqueles que se afirmam contra a designação compulsória no nascimento, também foram crianças e, seguramente, vivenciaram muito mais sofrimento”.

A nota diz que não é preciso ser LGBTQIA+ para lutar contra esse projeto. “Pessoas LGBTQIA+ não são inadequadas, são seus parentes, vizinhas e vizinhos, pessoas que atendem no comércio, nos hospitais, juristas, garis, artistas, dentistas, pessoas que estão construindo suas casas, dirigindo em aplicativos, limpando e mantendo em ordem a cidade, cuidando e educando seus filhos. População que também sofre com a pandemia, com a miséria, com a solidão, também dão luz a novas vidas e lutam cotidianamente por este país”.

O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo se soma a esse movimento, na luta pelo respeito à diversidade, à visibilidade e integração social da comunidade LGBTQIA+.

❌ Digam não ao PL 504/2020!

#AbaixoPL504 #RespeitaHumanidadeLGBT #LGBTNãoÉMáInfluência

Sindicato dos Enfermeiros

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