Profissionais de enfermagem seguem sobrecarregados enquanto lei não é votada

Os profissionais de enfermagem enfrentam uma luta pela regulamentação da categoria e aguardam há doze anos a aprovação do Projeto de Lei (PL) 2295/2000, que propõe jornada de trabalho de 30 horas semanais. Em 2010 as parteiras, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem somaram mais de 1,4 milhão de profissionais de enfermagem, segundo levantamento realizado pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

O PL 2295/2000 foi incluído na Ordem do Dia para ser votado no Plenário em 27 de junho, porém, por falta de deputados no momento da apreciação não foi possível votar a questão. A diminuição da carga horária desta categoria é, inclusive, uma recomendação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sendo que eles levam em consideração o desgaste físico e emocional do trabalhador.
“É uma categoria que tem essa característica de sobrecarga, de múltiplas jornadas de trabalho, que as pessoas acabam fazendo isso para completar a renda, já que o salário não é tão bom. E a questão da sobrecarga vai gerando também múltiplas licenças. É muito comum na enfermagem o profissional sair de licença e ficar um tempo, muito adoecimento mental também pelo estresse do trabalho”, relata a enfermeira Iracy Sofia Barbosa.
Ainda de acordo com Iracy, os profissionais que trabalham em setores privados enfrentam nível de cobrança maior devido a regulamentos internos que controlam o uso de materiais utilizados pelos profissionais. “Existem normas, sim, que regulam uso de materiais, de insumo, de medicamentos e, é tudo muito bem controlado porque isso mexe no lucro que a empresa tem. Como o hospital privado é uma empresa como outra qualquer, ele quer é ter mais lucro”.
 

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