SEESP apoia ABEn na luta por diretrizes curriculares sem retrocessos

 SEESP apoia ABEn na luta por diretrizes curriculares sem retrocessos

A Associação Brasileira de Enfermagem Nacional (ABEn) divulgou editorial sobre as diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em Enfermagem, visando lutar contra os retrocessos.

O Sindicato dos Enfermeiros dos Estado de São Paulo comunga da mesma opinião da ABEn e expressa seu total apoio ao conteúdo expresso no editorial que você pode acessar aqui.

Destacamos alguns trechos do Editorial:

“A ABEn que tange à formação em enfermagem no contexto brasileiro, debruçou-se na construção da minuta propositiva para as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem (DCN/Enf). …”

Cabe destacar que as DCN/Enf vigentes foram aprovadas em 2001, ou seja, há duas décadas. Naquele momento, houve notável respeito e consideração às propostas emanadas de profícuas experiências na produção de conhecimentos, saberes e inovação na prática profissional de enfermeiras(os) nos serviços de saúde e participações da categoria. A necessidade de reformulação se deu pelo reconhecimento de questões sanitárias, sociais, políticas e culturais, que apontam para o alinhamento a um contexto mais contemporâneo sem perder a sua essência no que se refere à trajetória histórica de avanços da enfermagem e da saúde da sua importante contribuição para a saúde da população, assegurando os direitos sociais garantidos na constituição. A minuta/documento foi encaminhada, em 2017, para apreciação do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e do Conselho Nacional de Educação (CNE). 

“… No entanto, por questões diversas que passam pela pandemia e até de decisão política, tem se estendido a agenda de formulação das novas DCN/Enf no âmbito da Câmara de Ensino Superior do CES/CNE, ainda que houvesse, neste tempo, as solicitações da ABEn de ofício ao CNE de informações sobre o andamento e de seu interesse do processo. Três anos após o encaminhamento da minuta, somente em 2021, ela foi pautada pelo CNE. Não bastasse o hiato de tempo neste retorno, o documento deliberado pelo Conselho apresentou profundas alterações em relação à minuta original que comprometem a qualidade da formação da(o) enfermeira(o). ..

“… A proposta do CNE retrocede a uma formação instrumental, tecnicista ao descartar conteúdo(s) da proposta da ABEn e do CNS, que contemplam o compromisso técnico, político e social dos processos de formação da(o) enfermeira(o) para atender a relevante participação deste profissional na ampliação da produção de serviços de saúde para a população e nos processos de aprimoramento de uma atuação ética, política e tecnicamente qualificada. Do ponto de vista da educação, a proposta apresentada fere o significado da educação enquanto processo de transformação individual e social, transmite a concepção reducionista de que formar um profissional é, simplesmente, oferecer um curso, um ajuntamento de conteúdos, sem enraizamento no mundo do trabalho, na realidade e nos compromissos maiores com a sociedade. Assim, a proposta apresentada pelo CES/CNE fragiliza a formação das novas gerações de trabalhadores da enfermagem, com forte impacto na qualidade do modelo de atenção à saúde e no SUS como sistema de acesso universal…”

Para a presidente do SEESP, Elaine Leoni, as diretrizes curriculares devem respeitar os conteúdos e o todo o aprofundamento já existente a fim de garantir a qualidade da educação. “Não podemos concordar com a adoção do modelo teórico filosófico da formação que retrocede a metodologia pedagógica da transmissão de conhecimentos não apropriada ao processo de formação profissional. Por isso, apoiamos o editorial da ABEn e lutaremos juntos para garantir uma educação que forme profissionais comprometidos e capacitados para trabalhar pela saúde dos brasileiros”, afirma.

Sindicato dos Enfermeiros

Deixe uma Respota

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *