SEESP é contra ensino à distância para a graduação de Enfermagem

 SEESP é contra ensino à distância para a graduação de Enfermagem

O Ministério da Educação publicou a Portaria nº 800/2021, ampliando indiscriminadamente a oferta de cursos à distância, com significativo impacto na área de saúde, particularmente na Enfermagem.

 O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo é contrário ao ensino à distância para a formação de Enfermeiros e Enfermeiras. “A Enfermagem é uma profissão que trabalha com a assistência direta ao paciente, desde que a pessoa nasce, passando pela infância, adolescência, vida adulta e velhice. O contato direto com o paciente e o acolhimento ao tratamento é fundamental no processo de tratamento e de cura. É impossível aprender isso à distância e sem contato com o paciente”, afirma a presidente do SEESP, Elaine Leoni.

Os conhecimentos teórico-práticos necessários à formação dos profissionais da Enfermagem envolvem práticas sociais, éticas e legais que se processam pelo ensino e assistência direta ao paciente e, por isso, não são adquiridas atrás de uma tela. O cuidado não é virtual, é real, tangível, tem corpo e forma. A integração entre ensino, serviços de saúde e comunidade é fundamental para a formação integral dos futuros profissionais.

O Conselho Nacional de Saúde, as entidades que representam os profissionais e os estudantes também já se posicionaram contra a Portaria nº 800/2021. Caso seja coloca em prática, os jovens formados à distância serão jogados no mercado de trabalho sem preparo suficiente para atender aos pacientes. Além disso, haverá uma pressão por rebaixamento salarial e aumento da carga de trabalho, pois é regra do capitalismo manter um enorme contingente de reserva de mão-de-obra para inviabilizar as reivindicações de quem está trabalhando, ameaçando com demissões toda vez que houver alguma reivindicação por melhores condições salariais e de trabalho.

A preocupação com a saúde da população é outra questão apontada pela presidente do SEESP. “Como vamos garantir a qualidade do atendimento, com profissionais mal formados e sem contato com o paciente”? pergunta Elaine Leoni.

O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo mobilizará todos os esforços para revogar essa Portaria e manter o ensino presencial como condição para formar novos profissionais de Enfermagem.

Sindicato dos Enfermeiros

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