Seesp participa de Assembleia e Marcha no Dia da Mulher

Por melhores condições de trabalho para a mulher na Enfermagem, entidades se reúnem para reivindicações
Neste dia 8 de março, o Fórum da Enfermagem do Estado de São Paulo, formado por diversas entidades da categoria do estado, entre elas o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP), promoveu um encontro com trabalhadores e deputados na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Por ser o Dia Internacional da Mulher, e a classe da enfermagem ser predominantemente feminina (84% é de mulheres no Brasil), representantes das entidades defenderam os seus direitos, principalmente a regulamentação das 30 horas semanais da jornada de trabalho e salário justo. Assim, a audiência foi mais um ato de amadurecimento político desta categoria, a que reúne mais profissionais dentro da Saúde, incluindo enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem.
Com o plenário lotado, a audiência foi comandada pelo Deputado Estadual Marcos Martins, presidente da Comissão de Saúde da Alesp. “A Enfermagem é muito importante para o país e as mulheres conquistaram essa área. São várias lutas e a de 30 horas é um projeto federal e que dependerá da ação dos deputados federais para regulamentar essa jornada”, afirmou em entrevista antes do evento começar.

Martins lembrou também que o Estado de São Paulo reúne muitas condições para a conquista desta luta e responsabilizou o Estado pelo direito à saúde do cidadão. “Os recursos públicos tem o dever de atender a população, principalmente com o SUS, pois o privado deve ser apenas complementar, e não substituir o Estado. Este que controla a área social para atender o direito do cidadão”, disse na entrevista.

O deputado Ulysses Tassinari também demonstrou seu apoio na valorização da categoria. “A enfermeira é peça fundamental na cura do paciente. Não adiantariam modernos exames se a medicação não for devidamente administrada”, pontuou. “A classe faz reivindicações justas e me coloco a disposição para que sejam atendidas”, completou.

Na mesa da Assembleia participaram: Elaine Leoni – presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP), Solange Caetano – presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Neusa Tito – representante da Marcha Mundial das Mulheres, Rosemeire Teodoro dos Santos – representante da secretaria Estadual da Mulher trabalhadora da CUT – SP, Delfina Canedo Silva – representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores, Mirian Leiria – representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Miriam Rodrigues de Medeiros – presidente da ABEN, Hélcio Aparecido Marcelino – presidente da Federação dos Trabalhadores em Seguridade Social no Estado de São Paulo (FETSS), Nivaldo Santana – vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Vagner Urias – representante do COREN e Edna Alves – representante da Federação dos Empregados dos Estabelecimentos nos Serviços de Saúde do Estado de São Paulo.

A presidenta do SEESP, Elaine Leoni, abriu as discussões da manhã falando da injustiça da jornada de trabalho da Enfermagem atual. “São profissionais que ficam o tempo todo cuidando do paciente, passando por estresse o tempo todo, pois lida com a vida e a morte diariamente”, disse. “É por isso que hoje estamos, mais uma vez, lutando pelas condições de trabalho feminino na Enfermagem. Juntos somos muitos, e muitos nós podemos. 30 horas já!”, afirmou enfática.
A deputada Leci Brandão também deu sua palavra, comemorando o Dia da Mulher e defendendo os enfermeiros. “Viva as mulheres!”. E completou com uma reflexão: “O enfermeiro cuida da vida, mas quem cuida da vida de vocês?” disse, referindo-se à classe que a assistia no Plenário.

A figura da mulher também foi muito valorizada pela deputada Ana do Carmo. “A mulher precisa ter um olhar diferente em todos os aspectos, como na questão salarial. Ela é guerreira e está conquistando espaço. Com mais essa mobilização, vamos fortalecer essa luta justa e necessária, pressionando o Poder Público para que nossos direitos sejam cumpridos e atendam a categoria”.

Solange Caetano, presidente da FNE, deixou claro a importância da união das entidades e da classe para que o projeto de lei 2295/2000 seja aprovado. “Ele só será colocado em pauta se ocuparmos todas as categorias de Brasília”. Assim, durante a audiência convidou todos a participarem das mobilizações que acontecerão no Distrito Federal no dia 11 de abril.

Ela também fala do machismo no país ainda. “Nosso trabalho é desvalorizado se comparado com outras categorias predominantemente machista, como engenharia medicina. Queremos salário real e justo”, reivindica.
A presidenta do SEESP, Elaine, voltou a tomar a palavra quase no final da assembleia. “Vou quebrar o protocolo, afinal, sou sindicalista. Quero dizer que este movimento de luta não tem cara específica, de representantes de entidades, esta luta é da Enfermagem!”, pedindo para todos os presentes se levantarem, momento em que todos gritaram emocionadamente “30 Horas Já! 30 Horas Já! 30 Horas Já! 30 Horas Já! 30 Horas Já!”.

Após o término da assembleia, todos se dirigiram para a Praça da Sé, onde se concentraram e seguiram para a Praça da República, na Marcha da Mulher, em busca de condições melhores de trabalho da mulher na Enfermagem.

 

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