SEESP participa de ato em Mogi das Cruzes no Dia Mundial Contra a Homofobia

 SEESP participa de ato em Mogi das Cruzes no Dia Mundial Contra a Homofobia

Esta semana na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes (SP) acontece a II Semana Contra a Homofobia e Transfobia, promovido pela Mobilização do Fórum Mogiano LGBT, e na terça-feira (17), Dia Mundial Contra Homofobia,  foi feito um ato ecumênico com lideranças religiosas em memória as vítimas da violência. Presentes no evento estavam o Padre Dioclécio Ribeiro da Silva, a Mãe de Santo Priscila, representantes das entidades APEOESP, SOS Vida e, em nome do SEESP, o enfermeiro e colaborador Rodrigo Romão.

No ato, Rodrigo teve a palavra e ressaltou o apoio que a entidade sempre deu às causas LGBT. Leia na íntegra:

“O SEESP sempre apoiou as lutas da Comunidade LGBT dentro do coletivo LGBT da CUT e do coletivo ISP [Internacional de Serviços Públicos], onde fazemos parte desses coletivos.

Fomos o primeiro Sindicato a colocar em convenção coletiva de trabalho cláusulas que garantem direitos dos profissionais enfermeiros que mantêm relação homoafetiva, como, por exemplo, que o mesmo possa se afastar para acompanhamento do parceiro por motivos de doença sem perdas salariais.

Também fomos o primeiro sindicato a colocar um trio elétrico na parada LGBT em São Paulo, no ano de 2005. Este foi um ato de afirmação contra o preconceito e afirmação política.

Atualmente, dentro do SEESP, continuamos firmes na luta e mantemos parcerias com outros Sindicatos – como os que representam os Bancários, os Metalúrgicos e os Professores, entre outros –, onde ajudamos a elaborar a cartilha distribuídas para todos os trabalhadores, falando sobre seus direitos e como reivindica-los.

Recentemente foi sancionada pela Presidenta Dilma a Lei que dá direito ao nome social dentro do serviço público de saúde.

Seguimos firmes nessa luta, principalmente contra os assassinatos da população LGBT, pois, infelizmente os homicídios a gays são subnotificados, sendo que na maioria dos casos não são registrados B.O. com a verdadeira causa. No Brasil tem o maior índice de morte contra a comunidade.

Temos a clareza de que com essa mudança de governo,  acontecerá um retrocesso em benefício às lutas, pois, todas as conquistas adquiridas até este período, o governo atual já sinalizou que, além de diminuir espaços de mulheres e dos negros,  também afetará o movimento LGBT.”

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