SEESP participa de audiência pública sobre a crise no IELAR

 SEESP participa de audiência pública sobre a crise no IELAR

Nesta segunda-feira (03) o diretor do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP), Natanael Costa, e o colaborador Vinícius Giron, estiveram em São José do Rio Preto (SP) para participar de audiência pública sobre a situação dos enfermeiros do Instituto Espírita Nosso Lar (IELAR), que administra um Hospital e alguns serviços de saúde da rede municipal. O Instituto está passando por dificuldades financeiras, com reprovação do tribunal de contas e diante disso a prefeitura está suspendendo o convênio de repasse ao Instituto temporariamente. Isso fez com que o IELAR fechasse o atendimento do hospital na semana passada, gerando incerteza para os trabalhadores, que não sabem se vai haver demissão ou outra providência.

Antes os representantes do SEESP reuniram-se na subsede da CUT em Rio Preto com os enfermeiros do IELAR. Os profissionais foram orientados sobre como funciona a rescisão de contrato, o processo de transição e sucessão caso eles venham a ser demitidos e recontratados por uma nova instituição.

Audiência pública na Câmara de Vereadores

Na tarde do mesmo dia, houve uma audiência pública na Câmara Municipal chamada pelo vereador Jean Dornelas, para debater a situação do IELAR, tendo como convidada a presidente do SEESP, Solange Caetano, representada na ocasião pelo diretor Natanael para compor a mesa, que também contou com o Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde de São José do Rio Preto, representantes da prefeitura, secretaria da Saúde, secretaria de Finanças, do IELAR, vereadores da Comissão de Saúde e o promotor de Justiça, André Luis de Souza, do Ministério Público.

“Temos que assegurar o posto de trabalho dos enfermeiros, senão for possível assegurar a transição direta e em último caso, se houver demissões, tem que assegurar o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores”, disse Natanael.

O promotor afirmou que está disposto a fazer um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) do Instituto com a prefeitura, homologado com o Conselho do Ministério Público, para que possa manter o repasse de verba e que o Instituto possa voltar às atividades normais.

“Foi um diálogo bem produtivo, onde foi exposta a situação do IELAR e seus funcionários, que carecem de medidas urgentes para resolver esse impasse. Agora vai depender da prefeitura entender a situação e assinar o TAC que beneficia os profissionais de saúde em geral”, finalizou o diretor.

O SEESP estará acompanhando as negociações e tomará todas as medidas jurídicas cabíveis para assegurar os direitos dos trabalhadores enfermeiros.