Terceira onda da Covid-19 pode ser devastadora no Brasil.

 Terceira onda da Covid-19 pode ser devastadora no Brasil.

O Brasil se aproxima de uma terceira onda de Covid-19, ainda mais letal, segundo avaliação de alguns especialistas, entre eles o epidemiologista Pedro Hallal, em entrevista ao site UOL.

Alguns fatores contribuem para isso: a segunda onda se estabilizou em patamar elevado de contaminações, internações e mortes; a entrada no país de novas cepas, particularmente a indiana; o ritmo lento de vacinação não oferece imunização coletiva e essa baixa imunização pode ainda criar resistência maior aos tratamentos devido ao fortalecimento do vírus e favorecer as mutações, conforme é de conhecimento público, opinião reforçada pelo presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner. Em entrevista ao UOL News, ele afirmou que “a lentidão da vacinação no Brasil gera a oportunidade para cultivar mutações do Coronavírus.”

“A preocupação [com a cepa indiana] é proporcional à preocupação com a lentidão da vacinação. Quando nosso programa avança num ritmo tão lento, gera a oportunidade de cultivar mutações que levam a cepas mais infectantes, colocando em risco o próprio PNI (Programa Nacional de Imunização)”, afirmou Klajner.

No Brasil há falta de testagem em massa. A conduta de testagem adotada por vários países, como na China, Coreia do Sul, Finlândia e mais recentemente os EUA, permite isolar os doentes e evitar a contaminação.

O governo federal, mesmo com a CPI da Covid instalada, continua desrespeitando os mínimos parâmetros sanitários para contenção da pandemia, como evitar aglomerações e usar máscaras. No Maranhão, levou a primeira multa por desrespeitar os protocolos sanitários. Mesmo assim, dias depois, voltou a provocar aglomerações no Rio de Janeiro na passeata de motos e em ato antidemocrático,

Em São Paulo, maior estado do País, também se poderia tomar novas medidas para evitar ou minimizar a terceira onda que surge, como colocar barreiras sanitárias em portos, aeroportos, rodoviárias e entradas de cidades turísticas. O novo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, até já falou sobre isso, mas, de concreto, nada foi feito.

O andamento da crise sanitária em outros países mostra que o Brasil foi e continua sendo relapso e lento na tomada de decisão, organização, logística, ação e interação entre as autoridades sanitárias e a população. Nos Estados Unidos, depois que Donald Trump, guru de Bolsonaro, deixou a presidência, o país deu uma guinada e hoje já vacinou boa parte da população; lá, tem vacina para todos e até para os turistas. Com isso, está reativando o comércio de bens e serviços, demonstrando que a crise econômica só pode ser superada derrotando o vírus.

É urgente tomar as medidas necessárias para que a pandemia não seja ainda mais devastadora e trágica. Ela já tirou a vida de mais de 450 mil brasileiros e, se nada for feito, esse número poderá passar de um milhão.

A maioria dos trabalhadores da saúde já estão vacinados, o que diminui a possibilidade de óbitos entre esses profissionais. No entanto, as jornadas de trabalho continuam extenuantes, os salários abaixo do razoável. As unidades de saúde continuam superlotadas e faltam profissionais para atender a todos.

Conter a possível terceira onda é fundamental para evitar um colapso ainda mais sério no sistema de saúde. Nós, Enfermeiros, temos alertado e continuaremos, mas só as autoridades públicas podem impedir esta tragédia. “Um país desgovernado é como um navio sem capitão na tempestade! Não há rumo correto a seguir sem exemplo concreto de comportamento humano e solidário de preservação e cuidado com o próximo”, diz Elaine Leoni, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo.

Sem Enfermeiro não se faz saúde! Juntos somos mais fortes!

Sindicato dos Enfermeiros

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