SEESP participa do ato Ocupa Brasília

26/05/2017

O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP) marcou presença nesta quarta-feira (25) em Brasília (DF) no grande ato promovido por entidades sindicais contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária e a favor das eleições diretas para eleger um novo presidente da República. Estavam presentes colaboradores das subsedes do SEESP, que juntamente com outros sindicatos, frentes trabalhistas, fretaram ônibus e levaram milhares de trabalhadores para apoiar o ato, intitulado Ocupa Brasília.

Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), 150 mil pessoas participaram da marcha, que teve início em frente ao Estádio Mané Garrincha e seguiu rumo ao Congresso Nacional. A manifestação, agendada há semanas com o intuito de pressionar a classe política a tirar da pauta as reformas Trabalhista e Previdenciária, ganhou um adendo, ao acrescentar a necessidade de eleições diretas para eleger um novo presidente, tendo em vista que o atual, Michel Temer, que está no poder de forma ilegítima, teve seu nome mais uma vez ligado a escândalos de corrupção da Operação Lava a Jato.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que apresenta a opção de eleições diretas no caso de impeachment ou renúncia do atual presidente, foi entregue nesta quarta-feira por senadores do PT, entrando em votação já na próxima semana.

A manifestação corria pacificamente e em ordem, quando uma pequena parcela de pessoas que acompanhavam com o intuito apenas de causar a desordem e desqualificar o ato, usaram de violência, depredação e contra a ideia original dos que foram até Brasília exercer seu direito de protestar. Com isso, as forças armadas foram acionadas, o que inviabilizou o termino do Ocupa Brasília no horário previsto.

“O protesto foi legítimo, porque tinha a participação de trabalhadores de todos os seguimentos do país”, afirma a presidente do SEESP, Solange Caetano. “Não podemos deslegitimar o ato por causa de um grupo que não chegou a ser nem ¼ das pessoas que estavam em Brasília praticando o seu direito de se opor contra as decisões de uma classe política que não é a favor de nós, eleitores. Paramos Brasília e mostramos que não podemos ficar calados.”

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