No mundo ainda temos 68 países que punem como crime as relações de pessoas do mesmo sexo. Assim como temos cerca de 8 países onde esta orientação sexual é punida com pena de morte, sem falar que somos perseguidos por todos os países. Não há nenhum país onde não sofremos discriminação, estigmatização ou violência. Pois a mudança de atitude da sociedade é mais lenta que as mudanças legais.
Enquanto tentamos a todo custo avançar em conquistas para reconhecer os direitos das pessoas do mesmo sexo, nos Estados Unidos, com o presidente Donald Trump, se vive a volta de um forte conservadorismo de extrema direita avessos aos direitos LGBTI, com o risco de ocorrer o desmonte do arcabouço normativo regulatório existente. A verdade é que Trump fortaleceu o discurso de ódio, racista e homofóbico.
Por outro lado, temos visto o apoio do Papa Francisco a comunidade, contrariando o pensamento do Vaticano sobre o tema. Entendemos que é necessário intensificar esforços para que o Vaticano reveja seus conceitos e valores sobre as pessoas LGBTI. Já no Brasil, que sedia a maior Parada Gay do mundo, levando milhões às ruas, continua sendo o país onde mais se mata homossexuais, inclusive com requintes de crueldade.
Muito se avançou na ISP no último período, mas é preciso avançar mais. Aprofundando o debate, implementando na ISP e afiliadas políticas voltadas as pessoas LGBTI. É necessário que as entidades efetivamente desenvolvam planos de ação locais, que dialoguem com a sociedade sobre a necessidade de proteger estes trabalhadores. Quero pedir a todos e todas que neste momento deem as mãos em favor desta causa. Peço o comprometimento dos companheiros e companheiras para defender uma causa justa é necessária.
Somos iguais.
Lutamos iguais.
Amamos igual ou mais.
Somos LGBTI.
Pedimos respeito e a defesa de todos vocês a nosso favor.
Se estão de acordo, Repitam Comigo: “Nem menos, nem mais! Direitos Iguais!”
Discurso de Elaine Leoni, Secretaria Geral do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP) e diretora da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL), durante o 4º Foro LGBT, da ISP, em Genebra (Suiça)