A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP), Solange Caetano, e a secretária geral, Elaine Leoni, realizaram nesta sexta-feira (13) reunião no Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini com representante da Organização Social (OS) Fundação ABC de Mauá, para tratar dos problemas enfrentados pelos enfermeiros que prestam serviço para a OS.
Na reunião, a presidente Solange falou dos problemas levantados, como o FGTS que está em atraso (que segundo relatos não é depositado desde outubro de 2016), inclusive não havendo pagamento deste encargo nem mesmo para os profissionais que foram demitidos.
Em resposta, a representante do RH da Fundação ABC, Ligia, confirmou a informação e disse que este caso está na lista de prioridades, mas que depende de repasse para colocar tudo em ordem. “Seria interessante que todos os enfermeiros fossem até a Caixa Econômica Federal para solicitar o extrato analítico do FGTS e ter certeza de quanto tempo não é depositado”, afirmou a presidente do SEESP.
A diretora do Sindicato também levantou a questão do pagamento das férias, que é pago após o profissional começar o período de gozo e ainda com valores parcelados.
A representante do RH disse que todas essas dificuldades ocorreram antes dela assumir o cargo, e que não tem conhecimento de todos esses detalhes. Ficou acordado que o SEESP vai solicitar por escrito todas as reclamações, inclusive o período em que ocorreu atraso de salários. Lembrando que todas estas questões acabam gerando multa por descumprimento da CCT. Após resposta da Fundação ABC, o SEESP irá fazer uma reunião com os enfermeiros.
Com relação aos funcionários demitidos, foi dito pela representante que foram pagos somente os dias trabalhados e que não há previsão do pagamento das verbas rescisórias, bem como do FGTS em atraso.
“Sugiro que os enfermeiros que foram demitidos entrem em contato imediatamente com o Sindicato dos Enfermeiros, para ingressar com reclamação trabalhista reivindicando, não só o fundo de garantia, mas também as verbas rescisórias, uma vez que entendemos ser mais fácil cobrar da Fundação e da prefeitura de Mauá, com uma sentença em mão”, aconselhou a presidente Solange Caetano.
Ainda segundo a Fundação ABC, não há nenhum plano de demissão e informa que as já efetuadas foram para reduzir gastos com a folha de pagamento. Também está agendado para o próximo dia 23 uma reunião entre a OS e a prefeitura no Ministério Público, para tratar da situação instável que vem sendo vivida em Mauá.
“Nós do SEESP já entramos em contato com a procuradora do Ministério do Trabalho responsável para verificar a possibilidade do Sindicato participar dessa reunião e verificar os desdobramentos desse encontro”, completou a presidente Solange. “Com relação ao assédio moral enfrentado pelos enfermeiros da Fundação, será convocada uma reunião com os coordenadores das UBSs, com RTs das UPAs e com os responsáveis dos hospitais para tratar dessa questão que tanto aflige os profissionais, que já sofrem com sobrecarga de trabalho, falta de material e insegurança.”