Um superpedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro foi protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF). É assim chamado porque tem assinatura de praticamente todos os espectros políticos, reúne da esquerda à direita, passando pelo centro.
Esta unidade, pedindo a saída do presidente só foi possível pelo isolamento do governo, a partir da CPI da Covid que mostra esquemas de corrupção na compra de vacinas, além do negacionismo e da orientação errada para automedicação da população com o chamado tratamento precoce, com remédios sem nenhum efeito conta a Covid-19 que tem a possibilidade de graves efeitos colaterais, como é o caso da Cloroquina e da Ivermectina, bem como a falta do bom comportamento sanitário para prevenir a disseminação da doença com a falta de uso de máscara.
Além de não ter comprado a vacina no momento certo, agora a CPI da Covid descobre as negociatas que o governo tentou fazer na compra do imunizante. O Ministério da Saúde recusou a compra de vacinas da Pfizer, da Moderna e de outras empresas conceituadas e autorizou a intermediação de compra por uma empresa sem credibilidade. E pior, funcionários do alto escalão pediram que tivesse um sobrepreço de um dólar por cada dose, como propina a ser destinada para integrantes do governo. Isso e muito mais está sendo descoberto pela CPI.
Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal Federal autorizou a abertura de inquérito investigativo contra o presidente da República por prevaricação (crime cometido por funcionário público quando, indevidamente, este retarda ou deixa de praticar ato de ofício, ou pratica-o contra disposição legal expressa, visando satisfazer interesse pessoal).
As pesquisas de opinião mostram um profundo descontentamento popular, com segmentos que apoiaram Bolsonaro na eleição passada agora percebendo as verdadeiras intenções do presidente.
Todo esse ambiente está possibilitando uma ampla união para a realização de grandes atos pelo Brasil pedindo o impeachment de Bolsonaro. Já foram realizados três atos em centenas de cidades pelo Brasil. Diversos diretores do SEESP participaram da mobilização, mostrando sua indignação com a situação do país, especialmente da saúde e do descaso com a Enfermagem.