No dia 1º de março, o Ministério das Mulheres realizou o Ato Memorial Murais pela Vida das Mulheres, no local onde Tainara Souza Santos, vítima de feminicídio em 2025, teve sua vida brutalmente interrompida. O espaço, marcado pela dor, foi ressignificado como território de memória, mobilização social e compromisso permanente com a defesa da vida das mulheres.
A programação contou com caminhada simbólica, intervenção artística com grafites produzidos por mulheres artistas e uma emocionante homenagem às vítimas de feminicídio. A diretora do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP), Ana Firmino, responsável pela pasta das mulheres, esteve presente no local, reafirmando o compromisso da categoria com o enfrentamento à violência de gênero e com a construção de políticas públicas eficazes.
O Brasil atingiu o número recorde de 1.518 vítimas de feminicídio em 2025, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública — o equivalente a quatro mulheres assassinadas por dia. Em 2024, o país já havia registrado outro recorde alarmante, com 1.458 vítimas. Os números não são estatísticas frias: são vidas interrompidas, famílias destruídas, sonhos silenciados.
Não aceitaremos que o feminicídio seja tratado como rotina. É preciso fortalecer a rede de proteção, garantir orçamento para políticas públicas, ampliar delegacias especializadas, casas de acolhimento e campanhas permanentes de conscientização.
Pela vida das mulheres. Pela memória de Tainara. Por todas. Basta!
