Centrais sindicais divulgam nota em apoio ao Piso Salarial da Enfermagem

06/09/2022

Seis centrais sindicais divulgaram ontem nota conjunta em apoio à luta da Enfermagem para fazer valor o Piso Salarial Nacional da categoria, aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente da República e que, agora, sofre ataques do setor patronal. 

O ministro Roberto Barroso, do STF, concedeu medida cautela suspendendo os efeitos do piso por 60 dias. “Logo que soubemos dessa medida cautelar, imediatamente, as entidades sindicais nacionais tomaram providências para mobilizar amplos setores em defesa da Enfermagem, o que temos conseguido”, afirma Solange Caetano, secretária geral do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo e diretora da Federação Nacional dos Enfermeiros.

“Nesse sentido, agradecemos muito o apoio das centrais sindicais”, afirma Solange Caetano.

Leia a íntegra da nota.

Nota pública de Apoio ao Piso Salarial da Enfermagem 

As centrais sindicais estão solidárias com os trabalhadores e trabalhadoras da enfermagem e discordam da decisão, ocorrida no domingo (4), do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, que suspendeu os efeitos da Lei que institui o Piso Salarial da Enfermagem em todo o País.

Vale destacar que o piso seria pago já nessa segunda-feira, dia 5 de setembro, nos valores de R$ 4.750 para enfermeiros e enfermeiras, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiras. Com a decisão do Ministro, a Lei foi suspensa por 60 dias.

É importante ressaltar que a Lei foi aprovada no Congresso Nacional e sancionada – parcialmente – pela presidência da República, e é resultado de amplo debate e fruto de um consenso da sociedade para a valorização de uma categoria profissional essencial que esteve à frente, por exemplo, no combate a pandemia da Covid-19.

Nós, os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras conclamamos aos Ministros do STF sensibilidade social, visto que a Lei garante um piso salarial digno aos profissionais da área de Enfermagem.

Com diálogo democrático, acreditamos que o plenário do STF irá decidir de forma serena a favor da Lei e aprovar essa medida que só trará benefícios para toda a sociedade.

São Paulo, 5 de setembro de 2022

Sergio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

Miguel Torres, Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Oswaldo Augusto de Barros, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)

Alvaro Egea, Secretário-Geral da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)

Sergio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

Miguel Torres, Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Oswaldo Augusto de Barros, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)

Alvaro Egea, Secretário-Geral da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)

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