O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP) manifesta seu profundo repúdio à violenta ação policial realizada contra estudantes da Universidade de São Paulo em greve, que ocupavam de forma pacífica o prédio da Reitoria em defesa da permanência estudantil, da alimentação digna e do aumento das bolsas permanência.
Há mais de vinte dias, estudantes da USP denunciam a precarização das condições de vida na universidade e reivindicam medidas concretas para garantir a permanência estudantil. Mesmo após mesas de negociação com a Reitoria, o diálogo foi interrompido de maneira arbitrária com o cancelamento unilateral de uma nova rodada de negociações, aprofundando o conflito e fechando os canais institucionais de escuta.
Diante disso, estudantes organizaram uma ocupação legítima e pacífica da Reitoria no dia 7 de maio. A resposta do governo de Tarcísio de Freitas, entretanto, foi marcada pela repressão, com invasão policial e agressões aos estudantes, em mais um episódio de criminalização da luta social e estudantil.
A Enfermagem brasileira, comprometida historicamente com a defesa da vida, da saúde coletiva e dos direitos sociais, reafirma que não há saúde sem condições dignas de existência. Defender permanência estudantil é defender saúde, alimentação, dignidade e acesso à educação pública.
Nos solidarizamos com todas e todos os estudantes atingidos pela violência policial e exigimos a imediata reabertura das negociações entre a Reitoria da USP e o movimento estudantil, com compromisso efetivo de atendimento às pautas apresentadas.
A luta pela permanência estudantil é uma luta pela vida, e toda tentativa de silenciá-la através da violência deve ser denunciada e combatida coletivamente.