Nesta quarta-feira (28) foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, por 16 votos a 9, o relatório do senador Romero Jucá (PMDB) sobre o PLC 38/2017, que trata da Reforma Trabalhista. Com esta aprovação, a reforma trabalhista agora seguirá para o Plenário do Senado, com previsão de tramitação em regime de urgência. Essa decisão dos senadores prova, novamente, que os que dizem ser representantes do povo brasileiro não exerceram seu dever de legislar, acabando com a CLT como conhecemos e causando um verdadeiro caos social no país.
O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP), entidade sindical filiada a Central Única dos Trabalhadores (CUT), e que há mais de 30 anos luta a favor da categoria, em busca sempre de melhores condições de trabalho e Leis que beneficiem o trabalhador, para que este tenha uma vida digna para si e para os seus, condena tamanha arbitrariedade desses 16 senadores que votaram não a favor de uma reforma justa e necessária, pelo contrário, o que fizeram foi uma afronta àqueles que garantem de forma honesta o pão de cada dia, diferente de boa parte desses que se dizem representantes das necessidades da nação, já que muitos estão respondendo processos por corrupção.
Neste momento delicado que o Brasil enfrenta, com denúncias vindo à tona praticamente todos os dias, o SEESP pede que os trabalhadores se unam e façam valer pelo seu grito de maioria, não aceitando tipos de decisões que facilitam a vida de uma minoria que não nos representa. O próximo passo é o apoio a Greve Geral e atos a favor do trabalhador que acontecem em todo o país nesta sexta-feira (30). Os trabalhadores precisam estar informados e deixando explicito sua indignação ao que está sendo feito no Plenário agora. O SEESP se prontifica a fazer o seu papel, defendendo os enfermeiros e enfermeiras de São Paulo contra esse crime representado pela reforma trabalhista.
O SEESP também por meio dessa nota, agradece aos senadores que foram a favor do trabalhador brasileiro e votaram contra a reforma: Paulo Paim (PT-RS), Eduardo Braga (PMDB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).