Terceira onda da Covid-19 é fruto da irresponsabilidade no combate à doença

22/02/2021

A população brasileira ainda não consegue ver uma luz no fim do túnel. Depois da euforia com a descoberta das vacinas e o início da imunização, começa a chegar a conta da irresponsabilidade do governo federal com o presidente Bolsonaro sempre boicotando todas as medidas sanitárias para conter a disseminação do Coronavírus.  

Recentemente, declarou que o governo tem 20 bilhões de reais para comprar as vacinas, mas que elas não existem no mercado. Esquece de dizer que quando teve a oportunidade de adquirir as oferecidas pelo Consórcio liderado pela OMS, não o fez; E ainda menosprezou a campanha contra as que foram desenvolvidas por laboratórios brasileiros, como o Butantã e a Fiocruz. Só cedeu sob a pressão da sociedade que não deixou alternativa. O Resultado não podia ser outro, muitas cidades estão em pausa com a vacinação, incluindo o Rio de Janeiro, por falta de vacina.

O percentual de vacinados no Brasil não passa 2,6%, e não se sabe se haverá quantidade suficiente para a segunda dose. A situação é tão grave que o Supremo Tribunal Federal (STF) inquiriu o ministro da Saúde a apresentar um calendário de vacinação.

Sem controle, o vírus se espalha pelo país, com as novas variantes mais transmissíveis, o que leva os especialistas a acreditarem que no início de março poderemos ter uma terceira onda. Se isso acontecer, o Brasil poderá vivenciar o caos que vimos em Manaus. No Estado de São Paulo, a cidade de Araraquara entrou em lockdown por 15 dias e pacientes graves esperam para ser atendidos, já não há leitos de UTI.

Observemos que Araraquara é uma cidade grande e próspera, com recursos. Isso nos leva a pensar o que poderá acontecer nos municípios e estados com menos recursos.

Diante dessa situação, algumas medidas são fundamentais e precisam ser tomadas pelos governos estaduais e municipais. Uma delas é contratar contingente suficiente e se preparar para a possibilidade dessa terceira onda. Os profissionais já estão cansados, estressados e sobrecarregados. Estão há um ano no combate à pandemia e com certeza, precisarão de reforços para enfrentar essa fase. Não queremos ouvir no futuro que os governos foram pegos de surpresa, pois tiveram tempo,  e estudos para poder planejar e organizar estratégias para driblar as situações do exemplo dado  por outras nações. Os comandantes precisam assumir suas responsabilidades pelos comportamentos individuais e atividades singulares, porque a necessidade e o cargo que ocupam são de liderança e resoluções que atingem milhares de vidas. Uma nação é o espelho do seu líder!! A comunicação correta é a garantia de prosperidade e segurança.

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