CNS concorda com relatório da Conitec e convoca sociedade para contribuir em Consulta Pública sobre tratamento para Covid-19

19/11/2021

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) divulgou nota pública orientando aos movimentos sociais, conselheiros de saúde, trabalhadores de saúde e todos os brasileiros a participarem da Consulta Pública nº 90/2021.

A consulta termina no dia 25 de novembro, é da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE/MS) e trata da avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) relativa às Diretrizes Brasileiras para Tratamento Medicamentoso Ambulatorial do Paciente com Covid-19, apresentada pelo Gabinete do Ministro de Estado da Saúde.

As Diretrizes Brasileiras para Tratamento Medicamentoso Ambulatorial do Paciente com Covid-19 foram apresentadas na 6ª Reunião Extraordinária da Conitec, em 21/10/2021, com deliberação de encaminhado para Consulta Pública.

O relatório da Conitec  apresenta, em síntese:

  • Há benefício clínico, porém não é possível recomendar seu uso de rotina: anticorpos monoclonais. Então, sem recomendação, certeza da evidência moderada.
  • Não recomendado (evidências ausentes ou insuficientes): anticoagulantes, budesonida, colchicina, corticosteróide sistêmico, ivermectina, nitazoxanida e plasma convalescente.
  • Não recomendado (evidências não mostram benefício clínico): azitromicina, e cloroquina/hidroxicloroquina.
  • Não há medicamentos específicos recomendados de rotina para tratamento de paciente ambulatorial com Covid-19.

CNS é contra a indicação de qualquer medicamento para Covid-19

O Conselho Nacional de Saúde tem se posicionado contrário à indicação de qualquer medicamento para tratamento da Covid-19 sem eficácia comprovada. 

Neste sentido, apoia as recomendações apresentadas pelo relatório.

Diz a nota do Conselho Nacional de Saúde: “Com estas considerações, o CNS conclama a sociedade a participar desta Consulta Pública, tendo a ciência como norteadora e respeitada, não sendo admissível a construção de narrativas políticas baseadas no negacionismo”.

Participe da consulta pública nesse link.

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