A diretora do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo, Ivonildes Ferreira, participou nesta segunda, 27, da oficina Estudo da Lista das Doenças Relacionadas ao Trabalho. O evento foi realizado no Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” e reuniu técnicos dos CRSTs que atuam na equipe multidisciplinar de assistência em ST, interlocutores de ST das CRS e STS, controle social e outros interessados. O palestrante foi o professor dr René Mendes.
A Portaria GM/MS no. 1.999/2023, de 27/11/2023, atualiza a Lista das Doenças Relacionadas ao Trabalho e se propõe no âmbito da saúde, às seguintes finalidades, entre outras:
1 – Orientar o uso clínico-epidemiológico, de forma a permitir a qualificação da atenção integral à Saúde do Trabalhador;
2 – Facilitar o estudo da relação entre o adoecimento e o trabalho;
3 – Adotar procedimentos de diagnóstico;
4 – Elaborar projetos terapêuticos mais acurados; e
5 – Orientar as ações de vigilância e promoção da saúde em nível individual e coletivo.
Duas estruturas orientam o debate:
1 – Lista A – agentes e/ou fatores de risco com respectivas doenças relacionadas ao trabalho; e
2 – Lista B: doenças relacionadas ao trabalho com respectivos agentes e/ou fatores de risco.
Para a diretora do SESSP, Ivonildes Ferreira, é muito importante participar desse debate, visto que a Enfermagem é uma das categorias que mais sofre com doenças relacionadas ao trabalho. Ela cita como uma vitória desses trabalhadores as mais recentes inclusões de novas doenças no rol das doenças do trabalho, como Covid-19, doenças de saúde mental como depressão e Bournot, distúrbios multiesqueléticos e alguns tipos de câncer.
“Foi uma grande luta para que essas doenças, que são recorrentes na nossa categoria pudessem estar agora no rol de doenças do trabalho”, afirma Ivonildes.
Segundo ela, o Sindicato está atento para as novas doenças do trabalho, que aparecem cada vez mais devido à precarização do mercado de trabalho, às longas jornada de trabalho e a pressão a que são submetidos os profissionais. “Para diminuir as doenças de trabalho, particularmente na Enfermagem, precisamos garantir jornadas de melhores mais adequadas, descanso durante os longos plantões e também valorização salarial, de forma que os profissionais não precisem de dois ou três empregos para se manter”, finaliza.
