Através do laboratório Fundação Ezequiel Dias (Funed) e da Empresa de Biotecnologia Biomm, o Brasil voltou a produzir insulina em território nacional após mais de duas décadas. A iniciativa integra o programa Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que busca ampliar o acesso da população a medicamentos por meio da cooperação entre instituições públicas e privadas.
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e tem o papel crucial de regular os níveis de glicose (açúcar) no sangue. Quando o organismo não produz a quantidade necessária, o açúcar se acumula na corrente sanguínea, levando ao desenvolvimento de diabetes e suas complicações.
Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF, em inglês), o Brasil possui atualmente 16,6 milhões de pessoas vivendo com a doença, sendo o sexto país com maior número de casos no mundo.
A produção da insulina é realizada por meio da biotecnologia. Para isso, os cientistas inserem o gene humano dentro de micro-organismos modificados, como bactérias ou leveduras. Eles são cultivados em grandes tanques, chamados biorreatores, onde crescem e produzem a substância em larga escala, que depois é purificada e transformada em medicamento.
O primeiro lote já foi entregue, com o total de 207.385 unidades, sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH. Os contratos preveem o fornecimento de 8,01 milhões de unidades entre 2025 e 2026.
Regular: começa a agir entre 30 minutos e 1 hora após a aplicação, com pico de ação entre 2 a 3 horas e efeito que pode durar até 8 horas.
NPH: início de ação entre 2 a 4 horas com pico de 4 a 10 horas e duração total de 10 a 18 horas.
Além dessas, o Ministério da Saúde aprovou, no início de 2025, uma PDP para a produção nacional de insulina glargina, que tem ação prolongada, sem pico definido e proporciona controle contínuo por até 24 horas. O projeto tem previsão inicial de 20 milhões de frascos.
Enfermeiras e Enfermeiros atuam diretamente no cuidado e na educação dos pacientes. Eles orientam sobre o uso correto da medicação, o descarte seguro de agulhas, a realização de curativos e diversos outros cuidados essenciais.
A prevenção continua sendo uma das principais estratégias no enfrentamento da doença: praticar atividades físicas com regularidade, manter uma alimentação equilibrada e evitar o consumo de álcool, tabaco e outras drogas são atitudes fundamentais para reduzir o risco de desenvolver diabetes.
Esse avanço representa um marco para o fortalecimento do SUS e para a redução da dependência do mercado externo. Com isso, o Brasil amplia sua autonomia, garante maior acesso aos tratamentos e melhora a qualidade de vida de milhões de pessoas.
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