SEESP crítica mudanças no calendário de vacinação infantil dos Estados Unidos

03/02/2026

O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP) manifesta preocupação às mudanças anunciadas, em janeiro de 2026, pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) dos Estados Unidos no calendário de vacinação infantil.

Sob a gestão iniciada pela administração Trump e com participação ativa de Robert F. Kennedy Jr. na revisão das políticas de saúde, o governo norte-americano retirou seis vacinas da recomendação universal para crianças. Com isso, o número de imunizantes indicados de forma rotineira caiu de 17 para 11.
Deixaram de ser recomendadas para todas as crianças as vacinas contra Hepatite A, Hepatite B, Influenza (gripe), Meningocócica (meningite), Vírus Sincicial Respiratório (VSR/RSV) e Rotavírus.

Esses imunizantes passaram a ser indicados apenas em situações de “alto risco” ou por meio de “decisão clínica compartilhada” entre pais e médicos. Algumas fontes também citam a vacina contra a COVID-19 nesse processo de reestruturação.

Segundo o governo dos Estados Unidos, a justificativa seria alinhar o calendário vacinal americano ao de outros países desenvolvidos, como Alemanha, Japão e Dinamarca, sob o argumento de que as crianças estariam recebendo “muitas vacinas”.

No entanto, para o SEESP, essa justificativa não se sustenta do ponto de vista científico nem da saúde pública. A decisão foi duramente criticada pela comunidade médica internacional. A Academia Americana de Pediatria (AAP) classificou a medida como “perigosa e desnecessária” e afirmou que continuará recomendando as vacinas para todas as crianças.

O enfraquecimento das recomendações pode favorecer o ressurgimento de doenças já controladas, decisões políticas que desconsideram evidências científicas representam um grave retrocesso histórico na saúde.

Enfermeiras/os, que estão na linha de frente da atenção básica, da vigilância epidemiológica e das campanhas de imunização, sabem que a vacinação em massa é uma das estratégias mais eficazes para salvar vidas e prevenir crises e emergências sanitárias que ultrapassam fronteiras nacionais.

O SEESP reforça que a vacinação é um direito coletivo e uma responsabilidade do Estado, e defende políticas públicas baseadas na ciência, na proteção da vida e no fortalecimento dos sistemas de saúde. Qualquer perda de avanços nessa área coloca em risco não apenas uma geração de crianças, mas a saúde global como um todo.

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