No Brasil, em 2025, foram registrados 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais. O número representa um recorde nos últimos 10 anos, segundo dados do Ministério da Previdência Social.
A Nr-1 (Norma Regulamentadora 1), estabelece diretrizes sobre a segurança de trabalho, definindo os deveres de empregadores e dos empregados. Obrigando as empresas a gerenciar os riscos ocupacionais, identificar, avaliar e controlar riscos psicossociais, analisando os fatores como estresse, sobrecarga, pressão por metas, assédios, e como a exposição a agentes biológicos, como vírus e bactérias, podem impactar significativamente a saúde mental dos trabalhadores.
No entanto, a implementação dessa exigência enfrenta resistência de parte do setor empresarial. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), juntamente com diversos sindicatos industriais, ajuizou uma ação contra a União Federal para contestar a obrigatoriedade da inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Na minha avaliação, essa não é a melhor estratégia para promover ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. A prevenção dos riscos psicossociais é um passo importante para reduzir o adoecimento relacionado ao trabalho e proteger a saúde física e mental das/os trabalhadoras/es.
Como enfermeira, posso afirmar que implementar essa ação nas instituições de saúde, é uma medida essencial, com destaque para identificação e mapeamento de riscos, elaboração do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), treinamentos, uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) e projetos voltado à saúde mental da categoria, e melhorando a comunicação interna e maior envolvimentos das equipes para orientação da norma.
Diante dos avanços, acredito que a implementação efetiva, poderá facilitar o dia a dia de cada profissional, indicando uma organização positiva sobre os benefícios, e na prevenção dos riscos ocupacionais, melhorando as condições laborais, reduzindo os acidentes e promovendo a saúde física e mental das equipes e tornando os ambientes mais seguros, organizados e produtivos.
Por fim, destaco que como dirigente sindical do SEESP, estamos sempre lutando por melhores condições de trabalho e defesa e manutenção dos diretos trabalhistas previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) Convecção Coletiva do Trabalho (CCT), e nos Acordo Coletivo do Trabalho(ACT) que o sindicato negocia sempre em benefícios das Enfermeiras e dos Enfermeiros.
Sindicalize-se! Quem luta junto, tem mais força para conquistar e preservar direitos.