Segundo a última pesquisa do COREN-SP, divulgada em agosto de 2026, sete em cada dez profissionais da categoria afirmaram ter sofrido algum tipo de agressão nos últimos 12 meses. O levantamento ouviu 4.402 Enfermeiras (os), técnicas (os) e auxiliares de Enfermagem que atuam no estado de São Paulo.
Entre as vítimas, 89,2% sofreram violência verbal, 73,8% psicológica e 19,2% física. Pacientes, familiares e acompanhantes foram apontados como os principais autores.
É necessário ressaltar que nenhuma dessas situações pode ser tratada como parte do trabalho. Quem cuida da população precisa ter seu direito à segurança respeitado.
Demora no atendimento, estruturas precárias e a insatisfação com a assistência aparecem como os principais fatores relacionados às agressões. Esses dados mostram que quem está na linha de frente muitas vezes acaba pagando o preço de problemas que não são responsáveis, como filas, falta de estrutura ou equipes insuficientes.
“Quando uma agressão não é apurada e o responsável não é responsabilizado, a mensagem que fica para a categoria é negativa. Precisamos romper esse ciclo. Cada caso deve ser investigado e acompanhado, com proteção para quem denuncia e respostas concretas das instituições.” ressalta Elaine Leoni, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP) e diretora da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE).
Outro dado preocupante é o percentual de vítimas que formalizaram denúncias: apenas 30,1%. Entre aqueles que não denunciaram, 59,5% apontaram a sensação de impunidade como motivo, 54,5% citaram a falta de apoio institucional e 42,7% disseram ter medo de perder o emprego
Diante desse cenário, é importante reforçar que nenhum profissional deve enfrentar uma situação de violência sem receber apoio. Entre em contato com o SEESP através do telefone: (11) 98909-4104 ou do e-mail: presidencia@seesp.com.br. Você será bem acolhida (o) e sua denúncia poderá ser anônima!
Quem luta junto conquista mais. Filie-se!