Ontem, 27 de outubro, foi realizada, em Curitiba (PR), a Reunião Anual da Federação de Trabalhadores da Saúde da ISP Interamérica, no Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná.
O encontro teve como objetivo construir o Plano de Trabalho da Federação Interamericana, com foco no fortalecimento da organização sindical e no estabelecimento de prioridades comuns de atuação nas Américas. A iniciativa constitui um importante instrumento político de organização, mobilização e luta, voltado à articulação das reivindicações dos profissionais da saúde, à defesa de seus direitos e à valorização do trabalho.
Representando o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP), participou a secretária-geral, Solange Caetano, que também preside a Federação de Trabalhadoras e Trabalhadores da Saúde da ISP Interamérica e a Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), além de coordenar o Fórum Nacional da Enfermagem.
Também estiveram presentes o vice-presidente do SEESP e diretor de Assuntos Jurídicos da FNE, Péricles Batista, e Ana Firmino, diretora do SEESP e da FNE, responsável pela pasta das Mulheres.
Durante a mesa de abertura, Solange Caetano destacou a sobrecarga e o desgaste na Enfermagem, que levam muitos profissionais a deixar a profissão, e defendeu a valorização da categoria e o fortalecimento da saúde pública, com investimentos de, pelo menos, 6% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor.
Na apresentação do Plano de Trabalho, ressaltou a diversidade política, econômica e social dos países das Américas e a importância de estratégias conjuntas para fortalecer a organização sindical, a mobilização e a defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.
A reunião também debateu temas como migração, financiamento da saúde, emergências climáticas, igualdade de gênero e digitalização do trabalho, incluindo os impactos da inteligência artificial, reforçando a necessidade de proteger os direitos trabalhistas diante das transformações tecnológicas.
A participação do SEESP reafirma seu compromisso com a articulação sindical nacional e internacional, a valorização profissional e a luta por melhores condições de trabalho e pelo financiamento adequado da saúde pública.