Acordamos na manhã de hoje dia 11 de julho, com uma notícia que mais parecia trailler de filme de terror. A denúncia de violência sexual contra uma mulher que estava em parto cesárea, por um profissional médico anestesista que já tinha histórico criminoso. Existem outras mulheres que tentavam denunciá-lo e que também estavam ameaçadas com a convivência no mesmo ambiente.
Os casos de violência contra as mulheres têm aumentado significativamente. Nos últimos dias, a barbárie contra a vida das mulheres foi notícia a todo instante. Agressões físicas nos locais de trabalho, violência sexual nas universidades, violência política contra companheiras que ocupam lugar de destaque nas instituições e contra àquelas que executam tarefas diárias nas suas organizações. Todas chocantes, e ninguém espera que visse a aparecer uma ainda pior, vinda de quem deveria zelar, preservar a vida e a segurança de uma paciente inconsciente, um médico anestesista.
A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo, Elaine Leoni, diz que esse caso precisa ser punido exemplarmente, inclusive com a cassação do registro profissional no Conselho Federal de Medicina, além de processo e julgamento criminal. “É uma violência inexplicável, que enoja a todos nós, que trabalhamos com a saúde e nunca esperamos um comportamento desses de alguém que está na nossa equipe”, afirmada Elaine.
O esforço pelo flagrante foi feito pela equipe de Enfermagem, uma categoria majoritariamente feminina e que enfrenta diariamente o machismo, o assédio sexual, a desvalorização e o desrespeito. A equipe de Enfermagem que fez a denúncia, chamou atenção para que, além da violência sexual, esta vítima de várias formas, teve aspectos do seu direito à saúde negligenciados.
Elaine Leoni ressalta que “a luta pelos direitos das mulheres em defesa da vida, da segurança e de sua dignidade, exige constante vigilância para enxergar aquilo que às vezes, fica escondido ou turvo ao nosso olhar”.
Salienta ainda que “é preciso estar atento ao machismo e à violência que se manifesta mesmo dentro das equipes multidisciplinares e de saúde, as quais atendem as mulheres”.
Denuncie ao SEESP qualquer abuso no ambiente laboral, que o sindicato vai fiscalizar! Não vamos nos silenciar diante de um ato repugnante. Sindicalize-se e proteja sua vida trabalhista! Previna-se!