Os trabalhadores do Hospital Universitário da USP realizaram uma paralisação nesta segunda-feira, 1° de fevereiro. A reivindicação é que a vacinação alcance todos os profissionais do HU. Ao longo da pandemia, três funcionários do hospital morreram de Covid-19.
A greve teve adesão de dezenas de trabalhadores e apoio de estudantes.
A diretora do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e funcionária do Hospital Universitário, Rosane Meire Vieira Santos, confirmou que começou a partir das 7h da manhã desta segunda.
Durante a pandemia, como aconteceu em outras instituições de saúde o descaso com os profissionais de saúde foi grande, com a falta de EPIs, a não liberação de grupos de risco, falta de testes para os funcionários terceirizados e o atraso de salário aos residentes.
Nesse momento, a secretaria estadual de saúde diz que enviou para o HU da USP 700 doses de vacina. Isso deixa cerca de 60% dos trabalhadores sem perspectiva de serem vacinados, entre eles os terceirizados que trabalham nas áreas reservadas para pacientes de contaminados pelo Coronavírus.
O diretor do SEESP, Adilton Dorival Leite chama atenção de que não há, nesse momento, vacina disponível para todos. Por outro lado, a presidente do SEESP, Enfermeira Solange Caetano, diz que o governo do Estado poderia ter deixado mais clara a estratégia de vacinação e as prioridades.
“Já que isso não foi feito no primeiro momento, esperamos que o governo do Estado não cometa os mesmos erros aos distribuir os novos lotes de vacina. É preciso ter clareza sobre essa hierarquização e fiscalizar para evitar fura-filas, os espertinhos que passam na frente de quem mais precisa”, afirma Solange Caetano.
O SEESP reafirma seu apoio aos trabalhadores do Hospital Universitário da USP e se incluiu entre aqueles que lutam por vacina para todos.