Enfermeiras na luta pela vida!

09/03/2021

Neste mês de março, em que lembramos o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo chama atenção para as mulheres da Enfermagem, de todas as raças, etnias, idades, identidades, orientações sexuais.  Mulheres que ocupam os mais variados postos de trabalho, as enfermeiras das casas de repouso, das clínicas de vacinação, dos hospitais, postos de saúde, de todas as instituições de saúde, para gritarem pela merecida valorização, por melhores condições de trabalho e qualidade de vida.

É duro concordar que quando está ruim para todos, está pior para as mulheres! E nesta pandemia, está muito pior para as Enfermeiras.

Além do vírus, elas sentem na pele o aumento da jornada de trabalho, a violência, o estresse físico e emocional, o medo de se contaminar e de levar a contaminação para o seio de suas famílias.

São as mulheres da Enfermagem que estão na linha de frente ao combate à Covid-19. Dentro e fora de casa!

Exigimos a vacina urgente e imediata para toda a população de forma gratuita e universal, exigimos a manutenção do auxílio emergencial até o final da pandemia, sem posterior retorno do valor no momento de declaração de imposto de renda, afinal, os valores do combustível, dos alimentos, dos impostos não retornam às nossas mãos quando extrapolados.

Repudiamos a mudança das políticas públicas do Ministério dos Direitos Humanos.

Os trabalhadores de Enfermagem totalizam cerca de 60% do conjunto das profissões de saúde (RAIS/MTE, 2018). Segundo dados da pesquisa “Perfil da Enfermagem”, realizada pela Fiocruz, a Enfermagem é uma categoria majoritariamente feminina, significando 85,1% do total.

E para elas sobram ainda, as demandas dos cuidados domésticos, dos filhos e muitas vezes das soluções dos problemas cotidianos, aumentando enormemente a sobrecarga. É reconhecida a tripla jornada que a Enfermagem está exposta. A pesquisa, constatou que 64% dos profissionais trabalham entre 31 a 60 horas por semana, enquanto somente 36% laboram jornadas de 20 a 30 horas.

Dentre os profissionais de saúde, são as trabalhadoras de Enfermagem as que mais adoecem acometidas por LER/DORT e por transtornos psíquicos, que tem contribuído para o aumento do número de suicídios entre as profissionais, sendo que vários estudos tem demonstrado que as más condições de trabalho, a falta de autonomia e valorização profissional, estão diretamente relacionadas com esta situação.

Sempre é bom recordar que a presença de fadiga e perda de percepção decorrentes do desgaste físico e psicológico, podem expor o profissional a erros de procedimentos e causar acidentes de trabalho.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam a jornada de 30h como a mais adequada para os profissionais de Enfermagem. Só assim poderão prestar uma assistência segura e de qualidade.

Diante de tudo isso, nesse mês de março, o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP), convida você Enfermeira a reforçar a nossa luta por:

– 30 horas semanais;

– Piso salarial nacional;

– Vacina para toda a população;

– Fim do machismo, das violências contra as mulheres e da LGBTQI+ fobia!

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