Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia de covid-19. Desde então, o Coronavírus avançou para todos os continentes, desafiando cientistas e sistemas de saúde de todos os países.
A OMS já contabiliza mais de 115 milhões de casos confirmados e quase 2.600 mil mortes pela Covid-19. O Brasil responde por mais de 260 mil mortes, o que representa cerca de 11% do total de mortes confirmadas no mundo, mesmo tendo cerca de 3% da população global. Com a politização da doença no país, fica evidente que o cenário brasileiro tende a ser ainda pior com o colapso de todos os serviços de saúde.
O ano de 2020 foi marcado pelo enfrentamento ao vírus desconhecido, luta pela adoção de medidas sanitárias, garantia de condições de trabalho e de vida, tão necessária para conter a disseminação do vírus, evitando com isso altos índices de adoecimento e mortes. Associado a isso, também foi um ano marcado por inúmeros esforços de trabalhadores e trabalhadoras da saúde e cientistas do mundo todo para descobrir formas de tratamento da doença e de encontrar saídas com a produção de imunizantes (vacinas) com a realização e publicação de vários estudos científicos e sociais a respeito da Covid-19.
A pandemia revelou sua face mais perversa expressando que não estamos todos no mesmo barco, agravando e acentuando as desigualdades sociais existentes no país, impactando intensamente as condições de vida e de trabalho da população negra, pobre e periférica, que são as mais penalizadas, com altos índices de contaminações, adoecimentos e mortes decorrentes.
Além disso, a pandemia também ressaltou a importância do papel do Estado na adoção de medidas eficientes e eficazes no enfrentamento à crise sanitária causada pela Covid-19 para a proteção da vida com a garantia de direitos, proteção e preservação dos trabalhos, garantia de auxílio emergencial fundamentais para a preservação da vida.
Importa dizer também, que a pandemia afetou e tem afetado a economia, elevando as taxas de desemprego, causando modificações significativas no processo e nas relações de trabalho, fazendo com que trabalhadores e trabalhadoras tenham que se expor ao risco de adoecimento e morte, não apenas no setor saúde, mas também em diversos segmentos econômicos.
Diante desse contexto, temos enfrentado a incompetência do governo Bolsonaro na condução da crise sanitária, o descaso e, por vezes, até mesmo o deboche frente às mortes e ao sofrimento. Há resistência de diversos setores da sociedade em reconhecer a covid-19 relacionada ao trabalho e os direitos dos trabalhadores afetados.
Ciclo de Webinários – COVID-19 UM ANO DEPOIS: O QUE APRENDEMOS.
Dias 11, 18 e 25 de março
Serão três dias dedicados a discutir aspectos clínicos, prevenção, tratamento, vacinas, ações de vigilância e direitos dos trabalhadores, dentre outros assuntos que serão debatidos por profissionais renomados. Não perca a oportunidade de atualizar seus conhecimentos e aprender mais com o compartilhamento de experiências. O evento é gratuito e as vagas são limitadas!
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