Estamos vivendo o pior momento da pandemia no Brasil. Várias cidades e estados estão com seus sistemas de saúde em colapso, e a possibilidade de transferir os pacientes para outros entes da federação está limitada. Centenas de pessoas esperam por um leito ou vaga de UTI. Os especialistas são unânimes em afirmar que o mês de março será o pior desde que começou a transmissão do Coranavírus no Brasil.
A principal responsabilidade de toda essa crise é do governo federal que, além de nada fazer para minimizar a pandemia, ainda sabota todas as medidas de prevenção e tenta responsabilizar estados e municípios por sua própria incompetência e consequências de seu negacionismo.
Bolsonaro negou a importância da vacina até onde pode e se negou a compra-la quando pode. Isso significa que chegará bem aos poucos e que teremos que conviver com a pandemia por, pelo menos, todo esse ano, levando em conta que a produção de vacinas no mundo é lenta em função da demanda. Diante disso, várias medidas são necessárias para que o Brasil não venha a sofrer ainda mais, com consequências graves por um longo período.
Em todo o país, governadores e prefeitos estão desesperados, apelando ao governo federal que adote medidas centralizadas, que libere mais leitos, que aprove o auxílio emergencial para que as famílias não passem fome e a economia não venha, também, ao colapso.
No Estado de São Paulo, o governador reluta em tomar as medidas necessárias para não desagradar o comércio e alguns setores que o apoiaram na última eleição. O comitê de combate à Covid no Estado defende o lockdown total como forma de atenuar a transmissão e evitar o colapso total da saúde. Sem coragem para fazer o que precisa ser feito, o governador Doria diz que “SP está na pior semana e nenhuma medida é descartada”.
É preciso que João Dória tome coragem e decrete o lockdown a fim de evitar o pior. As medidas adotadas nessa semana, colocando o Estado de São Paulo na fase vermelha podem ainda ser insuficientes.
Nesse cenário de crise profunda, a Enfermagem se vê diante de um grande dilema, continuar atendendo à população com o melhor que tem ao mesmo tempo em que não é valorizada e precisa, urgentemente, de medidas como a contratação de mais pessoal, diminuição da carga de trabalho que aumentou sobremaneira na pandemia; precisa de material básico, como luvas, sabonete, máscaras; suporte psicológico; itens que não são oferecidos em muitas unidades de saúde. Essas medidas são necessárias imediatamente, a fim de evitar um colapso de pessoal.
Além de apelar às autoridades para que tomem medidas a fim de preservar a Enfermagem, o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo está ingressando na Justiça quando recebe denúncias de não cumprimento das obrigações previstas em legislação trabalhista, em contratos ou nas convenções coletivas.
Por isso, se você, Enfermeira/o, tiver alguma denúncia sobre irregularidades, faça ao SEESP pelo e-mail presidencia@seesp.org.br
Estamos atentos e juntos para defender os profissionais da nossa categoria e a população de São Paulo.
#AbraceSeuSindicato