O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo protocolou denúncia no Ministério Público do Trabalho de São Carlos/SP contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) que administra o Hospital Universitário.
A instituição retirou o pagamento do adicional de 40% de insalubridade, grau máximo, de alguns profissionais enfermeiros, alegando que os casos de pessoas contaminadas com a Covid-19 estão reduzindo e que, ainda que cuidem dos pacientes contaminados, estão fazendo sem utilizar todo o período de trabalho para atender esses casos.
O adicional de insalubridade grau máximo vinha sendo pago desde o início da pandemia. Ao analisar o hospital, observamos o alto nível de contaminação entre os profissionais enfermeiros que ficam expostos.
O SEESP entende que os profissionais continuam em contato com pacientes de covid e que, portanto, não existe motivo para retirar o benefício, sem fundamentação; ainda mais porque existem profissionais do mesmo setor que continuam recebendo, como por exemplo o setor de pediatria.
A presidente do SEESP, Elaine Leoni relata que é preciso manter a insalubridade. “Sabemos que, ainda que a vacinação esteja surtindo efeito, a pandemia não está próxima de acabar; basta ver as características especificas do vírus, que acaba muitas vezes gerando variantes, com o grau maior de contaminação”. “Basta observar o que acontece em outros países, a pandemia retrocede e depois volta com força novamente”.
O Sindicato está pedindo que o Ministério Público do Trabalho intime a denunciada para que apresente a relação nominal dos enfermeiros que deixaram de receber, demonstrando ainda, de forma fundamentada, que os profissionais não estão mais expostos aos riscos que pressupõem o pagamento do grau máximo de insalubridade.