O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo e o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo realizaram uma importante reunião nesta quinta-feira, dia 13 de janeiro, com o objetivo de desenvolver trabalho conjunto em defesa dos profissionais que vem enfrentando muitas dificuldades diante do descaso do poder púbico e das empresas de saúde que os empregam.
O SEESP foi representado por Solange Caetano, secretária geral, Anuska Schneider, diretora financeira, e pelos advogados André Caetano e Gisele Costa. Pelo COREN-SP estavam o presidente James Francisco dos Santos, a procuradora Fernanda Amorim Sanna, a gerente de fiscalização interior e litoral, Ligiani Meirelles e a gerente de fiscalização Capital e Região Metropolitana de São Paulo, Roberta Alcântara.
O recrudescimento da pandemia encontra os profissionais da Enfermagem estafados, equipes reduzidas, falta de pessoal e condições no ambiente laboral, incompatível com a demanda de atendimento com qualidade e segurança aos pacientes; falta de equipamentos de proteção individual e coletivo, bem como entrega irregular desses; ausência de testagem, gestantes e pessoas acima de 60 anos que retornaram sem a pandemia cessar; estrutura física incompatível dos postos de enfermagem; falta de folgas e corte de férias, cobranças por racionamento de produtos, equipamentos e insumos inerentes ao desenvolvimento de procedimentos e cuidados; sobrecarga de trabalho; desvio e acúmulo de funções; horas de trabalho excessivas; atrasos salarias e descontos indevidos nos holerites; vigilância ilegal através de câmeras nos banheiros e vestuários; obrigatoriedade de revistas em bolsas, roupas e mochilas; ameaças à integridade física; assédio moral; inexistência de cuidados, atendimento e acompanhamento médico e psicológico aos profissionais nas próprias instituições de trabalho; baixos salários e benefícios.
Diante destes desequilíbrios entre a valorização e o respeito com a mão-de-obra e competências desempenhadas, as entidades de representação da Enfermagem, cada qual em suas competências específicas, resolveram concretizar ações em conjunto a fim de ampliar as ferramentas de luta e defesa, bem como a rede de proteção ao trabalhador da Enfermagem.
Os departamentos jurídicos das entidades trabalharão de forma conjunta junto ao Ministério Público do Trabalho (relações trabalhistas do empregado) e com os sindicatos patronais; ao Ministério Público Federal (para tratativas de instituições de saúde federais); Ministério Público (tratativas de instituições município e estaduais) e notificações extrajudiciais às entidades públicas e privadas.
Ficou acertado também que haverá uma Assembleia Geral dos Enfermeiros para deliberar sobre as lutas da categoria, principalmente no município de São Paulo, onde a situação está mais preocupante. Poderá ser deflagrado estado de greve geral, uso de tarja preta, movimento tartaruga, panfletagens, e outras ações que contribuam para a mobilização da categoria.
A reunião também decidiu por divulgar uma Carta Aberta à População, que você pode ler neste link. A Carta está sendo elaborada e em breve será divulgada.