A morte do Enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, ocorrida no sábado (24), durante uma ação de agentes de imigração do Departamento de Segurança Interna (DHS), causou forte comoção e revolta na população. Cidadão americano e profissional de UTI em um hospital de Minneapolis, Pretti foi morto enquanto participava de um protesto contra as políticas de imigração do presidente Donald Trump.
Imagens mostram que Alex tentou intervir para proteger uma mulher que estava sendo alvo de spray de pimenta por agentes federais. Ele segurava apenas um celular e não apresentava ameaça. Mesmo assim, foi cercado por cerca de sete agentes, derrubado e imobilizado no chão. Enquanto estava ajoelhado e contido, um dos agentes efetuou disparos à queima-roupa, levando o Enfermeiro à morte.
O episódio provocou indignação generalizada, levando centenas de pessoas a realizarem atos, protestos e manifestações em várias cidades, exigindo justiça, responsabilização dos envolvidos e o fim da violência contra civis durante operações de imigração. Os agentes federais envolvidos foram transferidos para outra cidade, o que ampliou ainda mais a revolta popular.
A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP) e diretora da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Elaine Leoni, ressalta:
“O assassinato de Alex Pretti representa uma violação gravíssima dos direitos humanos e do direito à manifestação. Uma ação inaceitável, que exige investigação, responsabilização dos agentes envolvidos. O Estado não pode agir contra quem atua em defesa da vida.”
Quando um Enfermeiro é morto por tentar proteger alguém, toda a sociedade está sob ataque.