O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP) manifesta repúdio diante da grave e inadmissível conduta atribuída a um médico do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), em Parnaíba (PI).
De acordo com a defesa, a enfermeira denunciou o caso à direção da unidade e registrou boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher após o episódio, ocorrido durante um plantão entre os dias 27 e 28 de março. Poucos dias depois, ela foi chamada ao setor de Recursos Humanos e informada sobre seu desligamento.
Ainda segundo a defesa, após questionamentos feitos pelo advogado que a acompanhava, a decisão foi revista pelo hospital.
Em nota, o Hospital Estadual Dirceu Arcoverde informou que a denúncia foi encaminhada ao Comitê de Ética, responsável pela apuração do caso. A instituição afirmou que o processo ocorre sob sigilo e segue os fluxos institucionais, com responsabilidade, imparcialidade e respeito ao devido processo legal, incluindo a oitiva de todas as partes envolvidas e testemunhas.
O SEESP reforça que é inaceitável que profissionais, especialmente mulheres, sejam desacreditadas ao denunciarem situações de assédio. Casos como este evidenciam a urgência de ambientes de trabalho seguros, éticos e que acolham as vítimas, garantindo proteção, escuta qualificada e justiça.
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